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13 agosto

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CSN pode ser parceira da Ferrous em nova usina

Negociação estaria avançada.

de Luciane Lisboa  – Diário do Comércio

A Ferrous Resources Brasil Ltda pode ter como parceira para a construção de um complexo siderúrgico em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira – um investimento de cerca de US$ 2 bilhões – a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Fontes ligadas às empresas afirmaram que a negociação entre elas está avançada e deve ser concretizada nos próximos 60 dias.

Conforme uma das fontes, a parceria com a CSN seria estrategicamente favorável para a Ferrous e para a siderúrgica, por atender um conjunto de sinergias. “Favorece a logística do transporte da produção na siderúrgica, já que a Ferrous passará a utilizar o porto de Sepetiba e a malha ferroviária da MRS Logística, cuja CSN detém participação”, afirmou a fonte.

Além disso, conforme a mesma fonte, há ainda a questão política. “Com a parceria, a CSN atenderia a demanda política por conta de exigências de contrapartidas ambientais por parte do governo de Minas, que anda insatisfeito com a morosidade dos investimentos previstos pela siderúrgica em Congonhas, e também da Ferrous em relação à construção do mineroduto”, ressaltou.

A CSN, por meio de sua assessoria, informou que não vai comentar “especulações de mercado”. Já a assessoria de comunicação da Ferrous divulgou nota limitando-se a informar que “o processo para a busca da parceria estratégica para o desenvolvimento dos projetos siderúrgicos em Juiz de Fora e Presidente Kennedy (ES) ainda está em fase de estudos”.

Aço Cearense – Além da CSN, a Aço Cearense, empresa produtora de tubos de aço, perfis, chapas , slitters e conformados de aços planos em geral, instalada no Ceará – maior importadora de aços planos do Brasil – também poderia vir a formar uma parceria com a CSN para a construção do complexo siderúrgico de Juiz de Fora. No entanto, ninguém na empresa foi encontrado para falar sobre o assunto.

A siderúrgica que será construída em Juiz de Fora terá capacidade inicial de produzir 1,3 milhão de toneladas de aços longos por ano, destinado exclusivamente ao mercado interno.

Segundo informações fornecidas anteriormente pelo presidente-executivo da mineradora, Mozart Kraemer Litwinski, no novo negócio, a empresa vai cuidar da exploração do minério de ferro e busca um parceiro para tocar as operações siderúrgicas.

Cerca de 60% dos recursos necessários para a construção do complexo minero-siderúrgico serão provenientes de linhas de financiamento captadas junto à instituições financeiras. O restante será aplicado pelo novo sócio e pela própria mineradora.

“A Ferrous não está preocupada em ficar com o controle do negócio, que pode ficar nas mãos do parceiro”, afirmou a fonte.

Projeto – Segundo o CEO da Ferrous, a mineradora está desenvolvendo o projeto conceitual do complexo minero-siderúrgico e ainda não tem projeções de quando o empreendimento entrará em operação. A implantação da usina em Minas Gerais é uma contrapartida à utilização de recursos naturais do Estado.

A Ferrous possui um plano de investimentos que prevê a ampliação da produção nas minas, além da construção de um mineroduto de 400 quilômetros de extensão, de Congonhas, Campos das Vertentes, até Presidente Kennedy, no Espírito Santo.

O mineroduto demandará aportes de US$ 3 bilhões e será implantado em duas fases. A mineradora estima que a primeira etapa de instalação do duto, orçada em US$ 1,5 bilhão, deve ter a licença de instalação (LI) concedida entre abril e maio de 2011, com início das operações previsto para o final de 2013 e capacidade de transportar 25 milhões de toneladas do insumo siderúrgico por ano.

Será aplicado cerca de US$ 1,5 bilhão na construção da segunda etapa do mineroduto, que só deve entrar em operação no começo de capacidade será de 25 milhões de toneladas anuais, o que, somada ao primeiro duto, eleva o potencial de transporte de minério de ferro para 50 milhões de toneladas por ano.

O mineroduto vai atender à demanda de escoamento da produção dos ativos da mineradora, localizados no Quadrilátero Ferrífero. Eles são compostos pelas minas Serrinha e Esperança, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Santanense, em Itatiaiuçu, na região Central, Viga, em Congonhas, e Viga Norte, em Itabirito (Central).

Congonhas – A CSN também poderá fazer novos aportes em Congonhas. O município poderá receber parte dos investimentos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) da ordem de R$ 3,3 bilhões no segmento de aços longos até 2013. O grupo siderúrgico já possui plano de aportes da ordem de R$ 6,5 bilhões na implantação de uma usina de placas na região.

De acordo com a CSN, o município mineiro está entre os locais que estão sendo estudados pela companhia para receber os aportes. “Mas ainda não há nada definido”, disse na quarta-feira passada o diretor executivo da companhia, Paulo Penido.

A proximidade e a sinergia com a mina de Casa de Pedra são um dos fatores que pode viabilizar o projeto para o município mineiro.

O projeto do grupo siderúrgico compreende a implantação de três usinas de aços longos, com capacidade instalada de 500 mil toneladas/ano cada. Um dos equipamentos está em fase de instalação em Volta Redonda(RJ).

Segundo Penido, as três usinas, com capacidade nominal de 1,5 milhão de toneladas anuais, deverão estar em operação entre 2012 e 2013. A companhia já havia fechado contrato com uma empresa chinesa para a construção de duas miniusinas de aços longos.

Categorias: Comunicados

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